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Atacante está a quatro jogos do fim do vínculo com o clube

Vitinho, atração do duelo contra o Sport, às 16h (será apresentado à torcida no intervalo da partida), no Maracanã, é só mais uma das contratações de peso que viraram marca do Flamengo nos últimos anos. Ele chega justamente no momento em que a primeira delas ensaia o adeus. Apresentado em 2015 com a mesma badalação, o peruano Paolo Guerrero ainda não chegou a um acordo pela renovação e parece escrever os últimos capítulos de sua história no clube. Páginas, até o momento, carregadas de melancolia.

Seu vínculo com o clube vai até o dia 10. Restam quatro jogos, a começar pelo desta tarde. É o tempo que resta a Guerrero para evitar que ninguém sinta a sua falta. Apesar dos 43 gols marcados em 111 partidas, o peruano passou longe de qualquer tipo de protagonismo em suas últimas aparições.
Desde que voltou da Copa, não balançou as redes uma vez sequer. O último gol pelo clube foi na derrota por 3 a 2 para a Chapecoense, em maio. A partir daí, entrou numa espiral descendente que já faz sua titularidade — e até sua presença no elenco — ser questionada, algo impensável até 2017.
Nas três últimas partidas, só finalizou três vezes, nenhuma delas contra o Santos, na quarta. Zerado em chutes a gol e em assistências para finalizações, ainda foi desarmado em quatro ocasiões. Também não disse a que veio contra o Botafogo: perdeu a bola seis vezes e finalizou uma só.
O peruano sempre se destacou mais pela movimentação e pela disciplina tática do que pela pontaria. Mas gols nunca foram um ponto fraco. Pelo Flamengo, até registrou médias melhores do que as do Corinthians. Menos este ano. Com um gol em seis partidas (0,16 por jogo), tem seu pior desempenho na carreira.
Por um lado, a marca mostra o quanto o caso de doping o afetou. Por outro, dá argumentos a quem defende que o contrato não seja renovado. Pela insegurança jurídica em torno do atleta (joga sob efeito de liminar) e pela idade (34 anos), a diretoria entende que ele vale menos do que quando chegou. Segundo o vice de futebol Ricardo Lomba, uma contraproposta foi feita e espera uma resposta.
Com mais três centroavantes (Dourado, Uribe e Lincoln), o Flamengo não é dependente de Guerrero como antes. Tanto que tem o segundo melhor ataque do Brasileiro. Contra o Sport, ele e Uribe brigam pela vaga. Só em campo o camisa 9 pode mudar o fim desta história.

Fonte: O globo 

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