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Treinador usa estatísticas para valorizar atuação do Rubro-Negro, que conquistou empate por 1 a 1 no último lance da partida em Porto Alegre, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Visitantes tiveram maior posse e finalizaram mais.

Um empate maiúsculo. Maurício Barbieri chegou orgulhoso do Flamengo para entrevista coletiva na Arena do Grêmio.
Depois do empate alcançado no último lance, com gol de Lincoln, pelas quartas de final da Copa do Brasil, o treinador foi só elogios para uma exibição onde viu os rubro-negros melhores que os gremistas mesmo em Porto Alegre.
- Fizemos uma grande partida. Vir no Sul jogar com o Grêmio é sempre muito complicado. De maneira geral, acho que fomos até superiores ao Grêmio. O resultado é de igualdade, de empate, mas os números comprovam isso. Os chutes, chutes no gol, número de faltas, posse de bola...
E as estatísticas realmente jogam a favor da análise de Barbieri. O Flamengo teve 63% de posse de bola e sufocou o campeão da Libertadores no segundo tempo. Depois ir para o intervalo com seis finalizações contra 14, terminou a partida com 19 e sem ser importunado, de acordo com o scout da Rede Globo.
Foram ainda seis chances claras de gol, o dobro dos gaúchos, além de 18 faltas sofridas e somente cinco cometidas. O comandante do Fla ressaltou ainda a naturalidade com que sua equipe encarou rival tão poderoso longe do Rio de Janeiro.
- Conseguimos imprimir um ritmo muito intenso, não deixamos o Grêmio confortável na sua maneira de jogar e conseguimos, dentro de uma normalidade, buscar o nosso jogo até o final.
- Fico satisfeito com o rendimento. O resultado é positivo, temos que valorizar, não é definitivo, mas em linhas gerais fico satisfeito com equipe.
Flamengo e Grêmio voltam a se enfrentar no próximo sábado, também em Porto Alegre, às 19h (de Brasília), pela 17ª rodada do Brasileirão. O duelo decisivo pela Copa do Brasil está marcado para o dia 15, no Maracanã.
Confira a íntegra da entrevista de Maurício Barbieri:
Poupar sábado
- Vamos esperar para avaliar os atletas amanhã e vamos pensar em quem vamos colocar. Ideia é tentar fazer frente nas três competições. Sabemos que é muito difícil, muito complicado.
Vitinho
- Vitinho agregou, trouxe um peso ao adversário. Grêmio colocou o Leonardo para marcar individualmente, caçando o campo todo. O Lincoln é jovem. Às vezes a gente quer colocar muita responsabilidade. Vai fazer 18 só no fim do ano. Muito talento, muita qualidade.
Grêmio sem posse de bola
- Renato é grande treinador. Muitas vezes se cria personagem ao redor. Muito trabalho, atual campeão Libertadores. Mérito foi não dar espaço ao Grêmio. Não deixamos Grêmio confortável em momento algum.
Preparo físico
- Difícil fazer avaliação de forma criteriosa sem ter números. Mas essa impressão tem a ver com a nossa intensidade. Nossa postura contribuiu para a sensação de termos mais fôlego no segundo tempo. Satisfeitos de imprimirmos isso.
Cuéllar teve grande atuação e levou perigo no ataque (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Cuéllar teve grande atuação e levou perigo no ataque (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
Decisão no Maracanã
- Resultado deixa tudo aberto. Eles têm muita qualidade de fazer jogo duríssimo lá. Fomos superiores em muitos momentos. Primeiro jogo traz muito aprendizado. Ter nossa torcida ao nosso favor pode ter peso grande.
Paquetá
- Paquetá é jogador muito intenso, gosta desse box-to-box que a gente fala. Muitas vezes não existe orientação desse tipo, ele é que busca espaços. Alguns momentos busca mais, por que se sente bem assim. Outros momentos ele gosta de ir mais para frente.
Gols sofridos pela esquerda
- Do Rodrygo foi jogada individual, talento de milhões de euros. Ainda bem que existem esses lampejos. Gol do Santos teve mais mérito do Rodrygo. No gol do Grêmio, preciso analisar com calma. Léo Moura é grande jogador. A tabela a gente poderia ter se comportado de outra maneira ou arrumado melhor na área. Acende um sinal, mas não me preocupa. São detalhes que a gente tem que corrigir.
Everton do Grêmio
- Everton era preocupação. Vive grande fase, com gols e assistências. Tiramos ele da zona de conforto para não fazer o que está habituado. Mas não dá para reduzir o Grêmio ao Everton. Conseguimos não deixá-los cômodo no jogo.
Uribe
- Não conseguiu achar espaços, mas ajudou em entrega, na marcação. O Lincoln vem crescendo e contamos com o Dourado ainda. Vamos avaliar no sábado, com Grêmio num cenário diferente. Passa a ser outra equipe, embora com o mesmo treinador.

Fonte: Globo Esporte

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