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Dono de uma das maiores folhas salariais do país, o Flamengo briga pelo título brasileiro e está nas fases decisivas da Libertadores e da Copa do Brasil.

O investimento tem o seu preço: a cobrança por grandes conquistas cresce a cada ano. Ao mesmo tempo, os problemas também custam caro. O elenco atual tem pelo menos cinco jogadores com raras oportunidades e que desfalcam mensalmente os cofres em quase R$ 2 milhões.
Os atletas, inclusive, foram contratados em maioria para ocupar a titularidade. Eles chegaram a cumprir o objetivo, mas com o passar do tempo perderam espaço e, atualmente, não são nem sequer a primeira opção no banco de reservas.

Por mês, o lateral-esquerdo Miguel Trauco, os volantes Romulo e Willian Arão, além dos atacantes Geuvânio e Henrique Dourado custam R$ 1,8 milhão. Até para um clube com a parte financeira equacionada, o valor é considerado elevado, principalmente nos últimos tempos.
Trauco perdeu espaço para Renê e causou insatisfação interna durante a Copa do Mundo. Em entrevista, o peruano disse estar incomodado e que esperava a concretização de uma transferência. As propostas não chegaram e ele segue no Ninho do Urubu. Em 2018, jogou apenas seis vezes. A última apresentação foi na derrota por 1 a 0 para o São Paulo, quando esteve por 14 minutos em campo.
Romulo e Willian Arão eram os titulares no começo de 2017 e caíram de rendimento com o passar do tempo. Por conta da má fase de ambos e do esquema com apenas um volante, perderam espaço. Eles estão atrás, por exemplo, do jovem Jean Lucas.
O primeiro fez apenas oito jogos no ano, enquanto Willian Arão entrou em campo 11 vezes. O segundo, inclusive, atuou em três oportunidades nas últimas 16 partidas do Flamengo. Como a negociação com o Olympiacos-GRE não se concretizou, ele segue no elenco, mas com cada vez menos expectativa de ser utilizado.
Geuvânio não foi usado em sete dos últimos dez jogos e está atrás de Vitinho, Marlos Moreno e Matheus Sávio. Foram dois gols em 16 compromissos na temporada. O contrato termina no fim do ano e o atacante voltará ao chinês Tianjin Quanjian.
Já Henrique Dourado perdeu espaço depois da contratação de Fernando Uribe e do aproveitamento de Lincoln, além do retorno momentâneo de Guerrero. Apesar de ser o artilheiro do time no ano ao lado de Vinicius Júnior com dez gols, o Ceifador é a terceira opção para o setor no momento e atuou apenas três minutos nos seis últimos jogos. 
O futebol prega peças e tem o dom de recuperar jogadores "escanteados". O restante do ano é uma incógnita, mas no cenário atual os cinco estão longe do pensamento do Flamengo para o próximo ano. Dourado é o único que tem mais chances de permanecer pelo recente investimento e o longo contrato.


Fonte: Uol Esporte 

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