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Meia deve mudar de posição novamente para volta de Diego contra o Corinthians

A vitória do Flamengo sobre o Atlético-MG, no domingo, acalmou a pressão pela saída do técnico Maurício Barbieri, mas manteve alta a necessidade de consolidar as modificações que deram certo de olho na partida contra o Corinthians. A decisão da vaga na final da Copa do Brasil ainda é um possível divisor de águas para o jovem treinador, sobretudo se ele for coerente com o que aconteceu no campo na última partida. E a falta de uma solução imediata para a ponta esquerda do ataque se consolidou como o principal problema para acertar a equipe.

Desde as saídas de Everton e Vinícius Júnior, ninguém conseguiu tomar conta da posição. A utilização de Vitinho, Matheus Sávio e Marlos no mesmo jogo simbolizou a dificuldade. E algumas soluções pouco testadas apareceram como opções para Barbieri no Maracanã. 

Considerando que os três atletas da posição hoje no elenco profissional não apresentaram suas credenciais, a primeira opção do treinador é não ter nenhum deles. Com a volta de Diego, a tendênca é a manutenção de Willian Arão e a utilização de Paquetá adiantado pela ponta esquerda. O meia é o coringa do Flamengo. O eixo de qualquer mudança na escalação e no esquema.

Após jogar adiantado, na vaga de Diego, Paquetá poderia até voltar para a posição mais recuada, ao lado de Cuéllar. Para isso Arão, que vem de boa sequência, teria que retornar ao banco. E a ponta esquerda voltaria a ficar entre o trio que não vingou. Caso Barbieri insista com Vitinho e decida manter Paquetá adiantado e Arão na contenção, Diego ficaria como opção. Situação inimaginável atualmente. Sobretudo porque o camisa 10 fez uma semana de preparação especial para pegar o Corinthians.

Há outras alternativas. Sem mexer em Diego e mantendo Arão e Vitinho ou outro ponta, Paquetá poderia aparecer como falso nove. Uribe e Dourado, que tem revezado, ficariam fora. Esse esquema foi usado no fim do jogo com o Atlético-MG e não é o mais provável para começar a partida. A não ser que Barbieri utilizasse Trauco na ponta esquerda. Com o lateral avançado, Paquetá jogaria solto no comando do ataque.

Mesmo que essa opção seja para momentos específicos, a verdade é que ter o meia mais livre deixou o Flamengo mais agressivo e eficiente. Paquetá chegou a sete gols no Brasileiro e é o artilheiro da equipe. Mais adiantado e descansado, subiu de produção e foi decisivo novamente. 

Após oscilação recente, sobretudo pela parte física, hoje é Paquetá e mais dez.



Fonte: O Globo



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