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A semana de trabalho no Flamengo antes do clássico com o Botafogo começou muito diferente da anterior. 

E mesmo que o clube tenha vindo de mais um empate no Brasileiro, contra o São Paulo, o clima no Ninho do Urubu é mais leve. 
O motivo é a ausência do goleiro Diego Alves do convívio coletivo. O jogador provocou uma série de constrangimentos após se reunir na semana passada com o elenco para dar sua versão por não viajar para encarar o Paraná, há duas semanas. Em seguida, ele discutiu com o técnico Dorival Júnior em encontro posterior na presença dos demais jogadores.

Pelas ofensas ao técnico, o camisa um iniciou tratamento no joelho direito em turno contrário ao do restante dos jogadores. Mesmo assim, Diego Alves mantém a postura a tentativa de forçar sua saída de forma litigiosa e reúne "provas" de um afastamento que na prática se configura, mas não foi comunicado oficialmente. A diretoria segue fornecendo amparo ao jogador, mas o departamento de futebol estancou inicialmente o problema ao minimizar a chance de registro de sua presença pela imprensa.

Como resposta, Diego Alves ativou suas redes sociais, pouco utilizadas para registro das atividades no clube. O goleiro faz uma espécie de dossiê dos momentos em que está a serviço do Flamengo, em tratamento e isolado. E também tenta deixar claro que está engajado com o time, como na postagem durante o jogo contra o São Paulo.

Ele também envia mensagens por WhatsApp para membros do departamento de futebol, questionando sobre as próximas orientações. E obriga o clube a manter este tipo de canal por escrito aberto. 
O Flamengo entende que não deu qualquer brecha para a configuração de dano moral ou constrangimento. O clube avalia que o próprio jogador foi responsável pelo constrangimento pelo qual eventualmente pode ter passado e causado aos demais.
Com contrato até 2020, Diego Alves só terá a situação sacramentada após o Campeonato Brasileiro. O seu empresário, Eduardo Maluf, aguarda para apresentar propostas concretas. Diego Alves, por sua vez, deixou claro que não joga mais pelo clube com a atual diretoria e comissão técnica.
Todos, incluindo o técnico Dorival Júnior, mantém cautela ao comentar o caso. O assunto é tratado internamente. De lado a lado, no entanto, os bastidores são de tensão e sensação de que o caso pode extrapolar para a esfera judicial.


Fonte: Extra Online

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