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Enquanto Flamengo ganha uma rodada e tira dois pontos na difícil disputa com Palmeiras, camisa 11 é suspenso mais uma vez e terá apenas dois jogos antes de ir para o Milan



Menos um dia, mais um dia. Menos uma rodada, mais uma rodada. Flamengo e Lucas Paquetá deixaram Recife com sentimentos distintos.
Se a rodada favoreceu e deu sobrevida ao Rubro-Negro na luta pelo título com o Palmeiras, por outro lado o meia prejudicou mais a si próprio do que ao time com a expulsão que abrevia seus últimos minutos pelo clube. A regressiva agora é de 180 minutos.

Ainda na Ilha do Retiro, o camisa 11 lamentou o cartão vermelho e o que ele representou para equipe. O prejuízo, no entanto, foi mais individual do que coletivo. Sem Paquetá, o Flamengo melhorou com as entradas de Everton Ribeiro e Berrío, e reduziu para cinco a distância para os palmeirenses na ponta da tabela.
Para o meia-atacante resta acostumar-se novamente ao papel de torcedor na quarta-feira, no Maracanã. Ausente do duelo com o Grêmio, Lucas Paquetá vestirá a camisa do Flamengo apenas mais duas vezes antes de seguir para o Milan: contra o Cruzeiro, domingo, em Belo Horizonte, e diante do Atlético-PR, dia 2 de dezembro, no Maracanã.

Serão os capítulos finais de quem tem a queda de rendimento comprovada em números desde a concretização da negociação com o Rubro-Negro italiano. Artilheiro do Flamengo no Brasileiro, com dez gols, e na temporada, com 12 em jogos oficiais - empatado com Henrique Dourado -, o jovem de 21 anos chamou mais atenção pelo comportamento do que pela performance neste período.
O vazamento da transação aconteceu em 10 de outubro. De lá para cá, foram seis partidas e apenas um gol, na goleada sobre o Paraná. Por outro lado, recebeu quatro cartões amarelos (dois no jogo com o Sport), um vermelho e escapou de punição mais pesada ao dar uma rasteira em Brenner no clássico contra o Botafogo. Já na vitória sobre o Santos, tinha desfalcado o Flamengo por suspensão.
Coloque nesta lista ainda o gol perdido no confronto direto com o Palmeiras e terá o inferno astral completo de Lucas Paquetá.

Dorival Júnior saiu em defesa do jogador após o jogo em Pernambuco e tratou as oscilações como normais para um jovem:
- Não vamos misturar (foi questionado sobre a postura do jogador). A jogada da falta foi no instinto. O jogador passou na frente dele e fatalmente teria jogada forte na direção do nosso gol. Talvez tenha se esquecido que tinha o cartão anterior. Com relação à saída de campo, saiu muito chateado com o que aconteceu. Não há desleixo, não há outra colocação, não. Nada que nos preocupe. Natural que é processo de amadurecimento total de um atleta. E ele passa por isso.



Fonte: GloboEsporte.com

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